Para empresas e para o setor público
Capacitação em inteligência artificial para empresas
Para a empresa que já paga ferramenta de IA e vê pouca gente usando, ou que vai colocar um agente para trabalhar e precisa de quem saiba supervisionar. A Waxi monta workshops, trilhas e turmas fechadas sobre os processos reais da sua equipe, para cada pessoa aprender o que o seu papel pede: usar, supervisionar ou decidir.
Roteiro do encontro · Waxi
Delegar uma tarefa real
Turma fictícia · time de RH
- ExercícioTriagem de currículos da vaga aberta, anonimizadosTarefa da equipematerial da própria equipe
- PráticaCada pessoa delega a tarefa e revisa a respostaNa sala
- CritérioO que conferir antes de usar a respostaEscrito
- Regra de dadosNome e CPF trocados por marcadoresLGPD
Cada pessoa sai com uma tarefa do próprio trabalho feita com IA.
- Para quem
- Equipes que vão usar, supervisionar ou decidir sobre IA: liderança, operação e áreas como RH e comercial, em empresas e no setor público.
- Formatos
- Workshop, trilha por papel, turma fechada para a sua empresa e programa para o setor público, todos com certificado.
- Carga horária
- Conforme a profundidade e o número de papéis. Exemplo: o workshop com o time de RH da Locaweb teve 3 encontros de 3 horas.
- Como começa
- Uma conversa sobre os processos que a equipe opera hoje. O conteúdo parte deles, e não de uma apostila.
O que a sua equipe aprende
Capacitação em inteligência artificial, ou treinamento de IA para empresas, é preparar a equipe para usar IA no trabalho de todo dia com critério: saber o que delegar, revisar o que a IA devolve, tratar o caso fora do padrão e seguir regras claras sobre dados. Não é um curso sobre uma ferramenta. É aprender o próprio trabalho com a IA no meio dele.
O problema que ela resolve aparece de dois jeitos. No primeiro, a empresa comprou licenças, criou os logins e o time segue trabalhando como antes: a ferramenta não aparece no relatório como desperdício, mas é paga todo mês por um uso que ninguém mede. No segundo, a empresa colocou um agente de IA para executar parte de um processo, como responder clientes ou conferir documentos, e descobriu que alguém da equipe precisa saber quando entrar, o que revisar e quando parar. Nos dois casos, o que falta não é tecnologia. É gente preparada para trabalhar com ela.
O conteúdo da Waxi se organiza em cinco temas. Todos aparecem em alguma medida em qualquer turma; a profundidade de cada um muda com o papel de quem está na sala.
Decidir o que a IA executa e o que continua com as pessoas, e passar o trabalho com o contexto certo. A regra que ensinamos é escolher a tarefa pelo tamanho do estrago que um erro causaria, e não pela sofisticação da tecnologia: tarefa repetitiva, com regra clara e erro barato de corrigir vai primeiro.
A IA executa, a equipe acompanha. A turma aprende onde ficam os pontos de revisão no fluxo, o que fazer com o caso que foge do padrão, quem decide o quê e quando parar e escalar. É o tema que mais pesa para quem vai operar ao lado de um agente em produção.
Saber se a resposta está boa antes de ela seguir adiante. Critérios de qualidade escritos para cada tarefa, os erros mais comuns (inclusive a resposta inventada com toda a confiança), onde a IA não deve decidir sozinha e como registrar os erros para melhorar o processo.
Regras para a empresa usar IA com responsabilidade sem travar quem trabalha: que dado nunca entra numa ferramenta externa, que ferramentas estão liberadas, quem aprova, quem opera e quem revisa. Capacitar sem regra cria risco; proibir sem capacitar empurra o uso para a conta pessoal, sem controle nenhum.
Desenhar o fluxo em que pessoas e IA trabalham juntas: mapear o que é trabalho humano e o que é trabalho da IA, colocar as etapas de revisão no lugar certo, operar esse fluxo no dia a dia e ajustar instruções e regras com o tempo. É onde a capacitação deixa de ser aula e vira mudança no jeito de trabalhar.
- Agentes de IA no trabalho: o que já dá para delegar e o que ainda precisa de uma pessoa no circuito
- Glossário de IA e dados para líderes: os termos que aparecem na capacitação, em linguagem simples
Formatos: workshop, trilha, turma fechada e setor público
A Waxi trabalha com quatro formatos, e eles resolvem momentos diferentes. O workshop serve para começar. A trilha forma mais de um papel ao longo de semanas. A turma fechada leva o conteúdo inteiro para dentro da sua empresa. O programa para o setor público adapta os temas às regras de quem trabalha num órgão. Dá para combinar: um workshop que abre o assunto e uma trilha que vem depois, por exemplo.
A carga horária de cada formato é fechada com você, pela profundidade que a equipe precisa e pelo número de papéis envolvidos. Não publicamos uma grade fixa porque ela mudaria de uma empresa para outra. O que não muda em nenhum formato: o exercício usa material da sua empresa, e todos terminam com certificado emitido pela Waxi.
Workshop
Encontros práticos, com exemplos tirados dos processos da equipe em vez de casos de apostila. É a forma mais curta de começar: a turma aprende o básico do trabalho com IA e, no caminho, os exemplos trazidos pelas pessoas mostram onde a IA poderia assumir trabalho repetitivo. O workshop com o time de RH da Locaweb foi feito em 3 encontros de 3 horas.
- Duração
- Alguns encontros, conforme a profundidade. Exemplo: 3 encontros de 3 horas
- Para quem
- Uma área ou um time que quer começar a usar IA com critério
- Resultado
- Equipe usando IA em tarefas reais da área, e os processos que apareceram nos exercícios, que podem virar projeto
Trilha por papel
Sequência de encontros separada por papel (liderança, operação e áreas), com prática entre um encontro e outro. Cada trilha tem um objetivo escrito do que a pessoa consegue fazer no fim. Recomendamos para empresas que querem ir além do primeiro contato e formar quem decide, quem usa e quem supervisiona.
- Duração
- Semanas, conforme o número de trilhas e de encontros de cada uma
- Para quem
- Empresas que querem formar mais de um papel ao mesmo tempo
- Resultado
- Cada papel sabendo o que faz na operação com IA, com critérios de uso e de revisão escritos
Turma fechada
Turma só da sua empresa, com o conteúdo montado sobre os seus processos, as ferramentas que vocês já pagam e as regras internas. Os exercícios usam documentos reais, anonimizados quando preciso, e a discussão pode entrar em assuntos da casa sem expor nada a outras empresas.
- Duração
- Fechada com você, pela profundidade e pelo tamanho do grupo
- Para quem
- Empresa que quer treinar um grupo de uma vez, com exemplos só dela
- Resultado
- Exercícios feitos sobre documentos e tarefas da própria empresa
Programa para o setor público
Capacitação para câmaras, prefeituras e órgãos públicos, com foco em IA responsável, supervisão humana e as regras que o servidor precisa seguir: LGPD, transparência e motivação do ato administrativo. Os exercícios partem de ofícios, pareceres e rotinas do próprio órgão.
- Duração
- Conforme o programa e o número de turmas
- Para quem
- Gestores, servidores e equipes de gabinete
- Resultado
- Servidores usando IA com critério e regras de uso escritas para o órgão
Todos os formatos têm certificado emitido pela Waxi. As 3 horas por encontro do exemplo da Locaweb descrevem um workshop específico, e não uma regra.
Trilhas por papel: liderança, operação e áreas
Treinar todo mundo com o mesmo conteúdo é o jeito mais caro de não agradar ninguém: a liderança se entedia com o exercício de prompt, a operação se perde na discussão de governança e quem é técnico acha tudo básico. Por isso a capacitação da Waxi separa o conteúdo por papel. Quem decide, quem usa e quem supervisiona têm responsabilidades diferentes quando a IA entra num processo, e cada um aprende o que a sua responsabilidade pede.
| Papel | Pergunta que a trilha responde | Sai sabendo |
|---|---|---|
| Liderança | Pergunta que a trilha responde: Onde a IA entra, o que medir e com que regras? | Sai sabendo: Priorizar casos de uso por impacto e risco, cobrar a métrica certa e aprovar uma política de uso |
| Operação | Pergunta que a trilha responde: Como usar IA na minha tarefa sem errar mais? | Sai sabendo: Delegar uma tarefa real, revisar a resposta com critério escrito e tratar a exceção |
| Supervisão | Pergunta que a trilha responde: Quando eu entro no trabalho do agente? | Sai sabendo: Ler a fila de revisão, decidir o caso fora do padrão, parar e escalar quando precisa |
| Área (RH, comercial, setor público) | Pergunta que a trilha responde: O que muda no meu tipo de trabalho? | Sai sabendo: Aplicar os temas às tarefas e aos cuidados de dados da própria área |
Liderança: decidir e priorizar
Líder não precisa escrever prompt avançado. Precisa saber onde a IA compensa e onde não compensa, ler com critério a proposta de um fornecedor, definir o que medir e as regras do jogo: que dado pode sair da empresa, quem aprova o quê, como fica a LGPD. Sem essa camada, o programa não tem patrocínio nem direção, e o time entende que aquilo não é prioridade.
Operação: usar e supervisionar
É a trilha com mais gente. O conteúdo é o trabalho de todo dia: escrever instruções claras para tarefas reais da função, revisar a saída da IA antes de usar, tratar a exceção e saber o que nunca colar numa ferramenta externa. Quem vai operar ao lado de um agente aprende também a acompanhar a fila de revisão e a devolver o erro com contexto para o processo melhorar.
Áreas: RH, comercial e setor público
Cada área tem tarefas e cuidados próprios. No RH, triagem e comunicação com candidatos e colaboradores lidam com dado pessoal o tempo todo. No comercial, pesquisa de conta, preparação de reunião e proposta. No setor público, ofício, parecer e atendimento ao cidadão, sob as regras da administração. A trilha de área usa os exemplos daquela área.
- Capacitação em IA que gera ROI: as trilhas por papel e um plano de 8 semanas, em detalhe
Como montamos o conteúdo a partir dos seus processos
Curso genérico ensina a ferramenta. A capacitação da Waxi ensina o seu trabalho com a ferramenta. Assistir a uma aula sobre prompts é confortável e se esquece em uma semana; usar IA para redigir a proposta que precisa sair até quinta muda o jeito de trabalhar. Por isso o conteúdo é montado depois de entender o que a equipe faz, e não antes.
O caminho que recomendamos tem seis etapas. As duas primeiras acontecem antes do primeiro encontro, e é nelas que a turma deixa de ser genérica.
Etapa 1 · Antes de tudo
Conversa sobre processos e papéis
Entendemos quais processos a equipe opera, quais ferramentas de IA já estão contratadas, quem vai participar e o que a empresa espera ver mudar. Se a necessidade for só uma política de uso ou um curso aberto, dizemos isso aqui.
- Entregável
- Proposta com formato, turmas, carga horária, temas por papel e certificado
Etapa 2 · Antes do primeiro encontro
Escolha dos casos de uso
Com as áreas, escolhemos as tarefas reais e frequentes, com risco controlado, que viram os exercícios. Recomendamos de 3 a 5 tarefas, e medir quanto tempo cada uma leva hoje, para ter com o que comparar depois.
- Entregável
- Lista de tarefas que viram exercício e, se combinado, a medida do antes
Etapa 3 · Antes do primeiro encontro
Montagem do material
Preparamos os exemplos e os exercícios com documentos, planilhas e mensagens da empresa, anonimizados quando têm dado pessoal, e a versão inicial das regras de uso que a turma vai discutir.
- Entregável
- Roteiro dos encontros, exercícios e rascunho das regras de uso
Etapa 4 · Conforme o formato combinado
Encontros práticos
Pouca exposição e muita prática: cada encontro trabalha tarefas reais da equipe, com discussão sobre o que ficou bom e o que ficou raso. O objetivo de cada participante é sair com pelo menos uma tarefa do próprio trabalho feita com IA e revisada com critério.
- Entregável
- Tarefas reais resolvidas em aula e critérios de revisão escritos
Etapa 5 · Entre um encontro e outro
Prática entre encontros
Nas trilhas, pode entrar no escopo um canal de dúvidas e a regra de trazer um caso próprio para o encontro seguinte. Recomendamos nomear uma pessoa por área como referência e começar uma biblioteca interna dos prompts que funcionaram.
- Entregável
- Casos trazidos pela equipe e biblioteca interna de prompts começada
Etapa 6 · No último encontro
Fechamento e próximo passo
Emitimos os certificados e comparamos o que foi medido com o antes, quando a medição foi combinada. Os processos que apareceram durante a capacitação podem virar projeto, e pode entrar no escopo uma recomendação nossa do que vale seguir.
- Entregável
- Certificados e leitura do que mudou, quando a medição foi combinada
- A metodologia da Waxi: onde a capacitação entra em cada etapa, do AI Score à operação
Como medir se a capacitação funcionou
Presença em aula não é métrica. A pergunta que importa para o diretor que aprovou o orçamento é se o time passou a usar IA no trabalho real, se isso devolveu tempo e se a qualidade se manteve. Recomendamos medir em três camadas, da mais simples de coletar para a mais convincente, e combinar antes da primeira turma quais delas entram.
A medida do antes é o que torna a conta possível. Sem saber quanto tempo uma tarefa levava antes do programa, a capacitação pode até funcionar, mas ninguém consegue provar. Por isso a escolha dos casos de uso, na segunda etapa, já inclui a sugestão de cronometrar essas tarefas.
| Camada | O que medir | Como coletar | Quando costuma reagir |
|---|---|---|---|
| Adoção | O que medir: Pessoas que usaram IA em tarefa real na semana, sobre o total de licenças | Como coletar: Painel de administração da ferramenta, quando a plataforma oferece | Quando costuma reagir: Em semanas, ainda durante o programa |
| Tempo | O que medir: Horas nas tarefas treinadas, antes e depois | Como coletar: Medida do antes nas tarefas escolhidas, repetida depois | Quando costuma reagir: Entre 1 e 2 meses, se houver a medida do antes |
| Qualidade | O que medir: Retrabalho, erro e prazo de resposta nas tarefas treinadas | Como coletar: Amostra do trabalho feito com IA revisada por um colega | Quando costuma reagir: De 3 a 6 meses |
- Hora economizada só vira dinheiro se for reinvestida em algo de valor: mais clientes atendidos, mais propostas enviadas, menos hora extra. Recomendamos definir no início para onde vai o tempo liberado.
- Velocidade com queda de qualidade é dívida, não ganho. A amostra revisada por um colega existe para pegar isso cedo.
- Uma data de revisão depois do programa, com a mesma medida, mostra se o uso virou hábito ou voltou ao padrão anterior.
- Como medir o ROI da capacitação em IA: as três camadas, com um cenário hipotético de conta aberta
Prazos de reação da tabela conforme o nosso post sobre ROI da capacitação, como referência de ordem de grandeza e não como promessa.
Programa sob medida, curso aberto ou aprender sozinho
Material aberto e bom existe e é gratuito. Em agosto de 2026, a Anthropic lançou o Claude Academy, um hub de cursos e tutoriais sobre uso de IA no trabalho, organizado por estágio de adoção; OpenAI e Google mantêm academias com a mesma lógica. Esse material resolve bem o vocabulário comum e a técnica individual de escrever boas instruções. Não faz sentido uma empresa produzir isso do zero.
O que nenhum curso aberto sabe é o contexto da sua operação: quais processos valem a pena primeiro, que dado pode entrar numa ferramenta segundo a LGPD e os seus contratos, qual é o padrão de qualidade de uma proposta sua. A recomendação que fazemos é combinar: o curso aberto como lição de casa individual, e o tempo com a turma, que é o recurso caro, para praticar no material da empresa. A tabela compara os caminhos pelo que decide na prática.
| Caminho | Quando faz sentido | Onde para |
|---|---|---|
| Quando faz sentido: Pessoas curiosas, com tempo, e uso ainda individual e de baixo risco | Onde para: Seleciona quem já estava convencido; cada um aprende de um jeito e a empresa fica sem regra comum | |
| Quando faz sentido: Nivelar conceitos e fundamentos, no ritmo de cada um, sem custo de licença de curso | Onde para: Ensina a ferramenta, não o seu processo; não define regra de dados nem muda o fluxo de trabalho da equipe | |
| Quando faz sentido: Abrir o assunto com a empresa inteira e alinhar expectativa | Onde para: Sem prática no próprio trabalho, o efeito costuma durar cerca de uma semana antes de o comportamento voltar ao padrão anterior | |
| Quando faz sentido: Equipe que vai usar IA em processos reais, com mais de um papel envolvido e dado da empresa no meio | Onde para: Pede tempo das pessoas e alguém da empresa como dono do programa depois que ele acaba |
- Claude Academy e o que copiar dele: o que o material gratuito resolve, onde para e um plano de quatro semanas
- Claude Academy, site oficial da Anthropic: cursos e tutoriais gratuitos, para usar como lição de casa
Capacitação em IA para o setor público
No setor público, a capacitação em IA tem os mesmos temas e regras mais rígidas. O servidor responde pelo ato, e a IA não assina nada: todo ato administrativo precisa de motivação, e uma decisão cuja justificativa real é "o assistente sugeriu" não tem motivação. Além da LGPD, que vale para o dado de cada cidadão, a Lei de Acesso à Informação faz da transparência a regra. Quem usa IA num órgão precisa saber explicar o que a ferramenta fez.
O programa da Waxi para câmaras, prefeituras e órgãos parte de uma régua simples, que publicamos no nosso guia de IA responsável na administração pública: quanto mais a tarefa se aproxima de decidir sobre uma pessoa, mais alto o risco e mais forte a supervisão. Rascunhar um comunicado interno é baixo risco. Usar IA para influir em quem recebe um benefício ou em quem é fiscalizado é alto risco e exige uma pessoa no circuito o tempo todo.
Os temas que podem entrar no programa:
- IA generativa com senso crítico: o que a tecnologia faz, onde ela erra e como o gestor lidera a adoção sem medo e sem ingenuidade.
- Instruções que geram ofícios, pareceres e respostas ao cidadão melhores, com o dado pessoal trocado por marcadores antes de ir para a ferramenta.
- LGPD, Lei de Acesso e uso ético em atos administrativos, com uma matriz de risco em três faixas e um checklist de uso responsável.
- Estratégia de adoção no órgão: do diagnóstico de maturidade à escolha dos primeiros casos e ao plano de implantação.
- Aplicações de área, como a elaboração de licitações, o atendimento no gabinete parlamentar e o trabalho legislativo e de fiscalização.
- Série IA no Setor Público: todos os conteúdos de capacitação para gestores e servidores
- IA responsável na administração pública: LGPD, Lei de Acesso e a matriz de risco em três faixas
- Engenharia de prompts para o setor público: instruções para ofícios, pareceres e respostas ao cidadão
- Estratégia de adoção de IA no setor público: do diagnóstico ao plano de implantação
LGPD e segurança no uso de IA pela equipe
A regra mais importante que uma capacitação deixa é sobre dado. Quando alguém da equipe cola uma lista de clientes, um currículo ou um contrato numa ferramenta de IA, está tratando dado pessoal, e a LGPD (Lei 13.709/2018) vale para isso. Três princípios do artigo 6º guiam o uso do dia a dia: finalidade (usar para um propósito específico e informado), necessidade (limitar ao mínimo necessário) e segurança (proteger contra acesso não autorizado, perda ou vazamento).
Na capacitação, recomendamos traduzir esses princípios em regras curtas, que cabem numa página e que a turma discute com exemplos da própria empresa:
- Lista do que nunca entra numa ferramenta externa: dado pessoal sem necessidade, dado de saúde, senha, informação sob sigilo contratual.
- Anonimizar antes de pedir: trocar nome, CPF e endereço por marcadores deixa a IA trabalhar na estrutura do texto sem receber a identidade de ninguém.
- Ferramentas liberadas com conta da empresa, e não da pessoa, com configuração que não usa o conteúdo para treinar modelo quando o fornecedor oferece essa opção.
- Revisão humana obrigatória antes de qualquer texto feito com IA sair para cliente, candidato ou cidadão.
- Lei 13.709/2018 (LGPD), texto oficial no Planalto: artigo 6º, incisos I, III e VII
- Zero Data Retention e LGPD: o que perguntar ao fornecedor antes de mandar dado sensível para a IA
Da capacitação ao primeiro projeto
A capacitação entra de dois jeitos no trabalho da Waxi. No primeiro, ela é parte de um projeto: quando colocamos um agente para trabalhar, o treinamento de quem vai operar, revisar e decidir pode entrar no escopo, feito durante o trabalho e não numa aula no fim. No orçamento de exemplo do relatório de custos da Waxi (setembro de 2026), um agente com primeiro ano de R$ 115.200, essa linha pesa 10%, antes de ir ao ar e nos três meses seguintes.
No segundo, a capacitação é a porta de entrada. Um workshop que trabalha com os processos reais da equipe pode revelar onde a IA assumiria trabalho repetitivo. Esses processos podem virar o Sprint de Oportunidades da consultoria, de 2 a 4 semanas, que prioriza por impacto, custo e risco, ou ir direto para um piloto quando o processo já está claro.
- Consultoria em inteligência artificial: para priorizar os processos que apareceram na capacitação
- Desenvolvimento de agentes de IA: para colocar o processo escolhido em produção, com supervisão
- Relatório de custos de IA: as seis linhas de custo de um agente, incluindo a capacitação
O que é capacitação em inteligência artificial?
É preparar a equipe para usar IA no trabalho de todo dia com critério: o que delegar, como revisar a resposta, como tratar a exceção e que regras seguir sobre dados. Na Waxi, o conteúdo é montado sobre os processos reais da empresa e separado por papel: liderança, operação e áreas.
Quanto tempo dura uma capacitação?
Depende do formato. Um workshop acontece em alguns encontros; uma trilha por papel se estende por semanas, com prática entre um encontro e outro. O calendário é fechado na proposta, depois da conversa sobre os processos e os papéis que vão participar.
Qual a carga horária?
Varia com a profundidade e o número de papéis envolvidos, por isso não publicamos uma grade fixa. Para ter uma referência de formato: o workshop com o time de RH da Locaweb foi feito em 3 encontros de 3 horas. Trilhas com mais de um papel pedem mais horas no total.
Vocês emitem certificado?
Sim. A Waxi emite certificado para quem participa da capacitação, em todos os formatos: workshop, trilha, turma fechada e programa para o setor público.
Serve para quem não é técnico?
Sim, e é para essas pessoas que a maior parte do conteúdo existe. As trilhas de liderança e de operação não pedem programação: tratam de delegar, revisar, supervisionar e seguir regras de dados, com as ferramentas que a empresa já usa. Termo técnico inevitável é explicado em linguagem simples.
Qual a diferença para um curso aberto?
O curso aberto ensina a ferramenta e resolve bem os fundamentos. A capacitação sob medida ensina o seu trabalho com a ferramenta: usa os seus documentos nos exercícios, define com a turma que dado pode entrar em qual ferramenta e mede se o uso pegou. Recomendamos combinar os dois.
Dá para usar o Claude Academy ou outro curso gratuito junto?
Dá, e recomendamos. O curso aberto do fornecedor que a empresa usa funciona bem como lição de casa individual, para nivelar conceitos. O tempo com a turma fica para o que o curso aberto não faz: praticar nas tarefas e nos documentos reais da empresa.
Dá para fazer só com a liderança?
Dá. A trilha de liderança trata de onde a IA compensa, o que medir e com que regras, e costuma ser o primeiro passo recomendado junto com uma turma piloto da área com a tarefa mais dolorida. Sem a liderança usando e cobrando, o resto do time entende que aquilo não é prioridade.
O conteúdo usa os nossos processos?
Usa. Antes do primeiro encontro, escolhemos com as áreas as tarefas reais e frequentes que viram exercício (recomendamos de 3 a 5), e a prática usa documentos, planilhas e mensagens da empresa, anonimizados quando têm dado pessoal. É isso que faz o aprendizado virar hábito.
Como fica a LGPD no uso de IA pela equipe?
Colar dado de cliente, candidato ou cidadão numa ferramenta de IA é tratar dado pessoal, e a LGPD vale. Na capacitação, a turma sai com regras curtas: o que nunca entra numa ferramenta externa, anonimizar antes de pedir, usar só ferramentas liberadas com conta da empresa e revisar antes de enviar.
Vocês atendem o setor público?
Sim. Há um programa para câmaras, prefeituras e órgãos públicos, com foco em IA responsável, supervisão humana, LGPD e Lei de Acesso à Informação, e exercícios com ofícios, pareceres e rotinas do próprio órgão. A série IA no Setor Público, no blog, mostra os temas.
Quanto custa?
O valor sai na proposta, depois da conversa, porque depende do formato, do número de turmas e de papéis e da carga horária. Na conta interna, inclua o tempo das pessoas na turma e entre os encontros. Como ordem de grandeza dentro de um projeto, no orçamento de exemplo do relatório de custos da Waxi a capacitação pesa 10% do primeiro ano de um agente.
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Conte quais processos a sua equipe opera hoje
Na primeira conversa, entendemos quem vai participar, que ferramentas vocês já pagam e que tarefas tomam mais tempo. Você sai com a indicação do formato que faz sentido, ou com a recomendação de começar por um curso aberto, se for o caso.
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