Estratégia para líderes
Reforma tributária para PMEs: apuração assistida
Guia da reforma tributária para pequenas e médias empresas: o que muda em 2027, apuração assistida, Simples Nacional e como não pagar imposto acima do devido.

Neste artigo13 seções
A reforma tributária muda três coisas ao mesmo tempo: quanto a sua empresa paga, quando o dinheiro sai do caixa e quem faz a conta. O quanto depende da atividade, do regime e da sua cadeia de compras, e pode subir ou cair. O quando e o quem alcançam os contribuintes do regime regular, incluindo as empresas do Simples que escolherem essa modalidade para IBS e CBS. A partir de 2027, o cálculo do que você deve de IBS e CBS passa a ser apresentado pelo Fisco, a partir das suas notas e das notas dos seus fornecedores, e o seu papel vira conferir. Quando o split payment entrar em operação, o imposto deixa de passar pela sua conta bancária: sai na liquidação do pagamento, antes de o dinheiro chegar.
Quase metade das PMEs ainda não começou. Em pesquisa da Omie divulgada em 6 de agosto de 2026, 48% dos donos de pequenas e médias empresas afirmam não ter adotado nenhuma medida para adequar o negócio às novas regras. Não é falta de aviso. É que a reforma foi comunicada como um evento de 2033, e as consequências para o bolso começam em janeiro de 2027, com uma decisão que vence no fim deste mês para quem está no Simples.
Este guia organiza o assunto em três camadas, o que já vale, o que muda em 2027 e o que vem depois, e aprofunda no mecanismo que decide se a sua empresa vai pagar o imposto devido ou pagar acima dele sem perceber: a apuração assistida com a conciliação de créditos e débitos. Atualizado em 4 de novembro de 2026 com a fase de testes do split payment, que ganhou um post próprio.
Como a reforma funciona, em uma página
A Emenda Constitucional 132/2023 substitui cinco tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois com a mesma lógica: a CBS, federal, e o IBS, compartilhado por estados e municípios. A regra geral está na Lei Complementar 214/2025, e o Comitê Gestor do IBS, que administra a parte estadual e municipal, foi criado pela Lei Complementar 227/2026, sancionada em 13 de janeiro de 2026. Existe ainda o Imposto Seletivo, sobre produtos específicos como cigarro e bebidas, que a maioria das PMEs não recolhe.
Três características do novo modelo explicam quase tudo o que vem a seguir:
- Não cumulatividade ampla. A regra passa a ser o crédito sobre o que a empresa adquire para operar, salvo o uso ou consumo pessoal (artigo 57 da LC 214) e as demais vedações previstas na lei. É bem mais largo que o PIS/Cofins, onde a discussão sobre o que era "insumo" consumiu duas décadas de litígio.
- Imposto por fora e visível. A alíquota incide sobre o preço sem o próprio tributo embutido, e o valor aparece destacado na nota. A alíquota-padrão ainda não foi fixada: a Resolução CGIBS 14/2026, de 29 de julho de 2026, usou 27,91% como premissa de cálculo (18,70% de IBS e 9,21% de CBS), e o Senado precisa fixar a referência da CBS até 15 de dezembro de 2026, segundo o calendário informado pelo governo em 31 de agosto. Trate como estimativa datada e confira o valor vigente antes de qualquer conta definitiva.
- Apuração centralizada e assistida. Débitos e créditos de todas as filiais se consolidam numa apuração mensal única, e o Fisco pode apresentar essa apuração pronta para o contribuinte confirmar ou ajustar (artigo 46).
Junte as três e a operação fiscal deixa de ser um cálculo interno: vira um sistema de conciliação entre o que você declara, o que seus fornecedores pagaram e o que o Fisco enxerga.
O que já está valendo em setembro de 2026
O ano de 2026 foi desenhado como ano-teste, com alíquotas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. A orientação da Receita Federal para 2026 fixa a regra: quem emite os documentos fiscais com o destaque correto de CBS e IBS fica dispensado de recolher os dois tributos neste ano. Isso derrubou a percepção de urgência, e foi um erro de leitura. As obrigações de 2026 são justamente as que alimentam o sistema de 2027.
O que está em vigor agora:
- Nota fiscal com IBS e CBS destacados, sem rejeição automática por enquanto. A obrigação de informar os dois tributos nos documentos fiscais eletrônicos começou em 1º de janeiro de 2026, e as validações entrariam em vigor em 3 de agosto. Foram adiadas: pelo Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2026, anunciado em 1º de agosto, NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, GTV-e, BP-e, NF3e e NFCom seguem autorizadas mesmo sem todos os campos. Ao esclarecer o ato em 6 de agosto, o Comitê Gestor separou as duas coisas: a flexibilização "não afasta a obrigação de adequação ao novo modelo, nem altera as regras já estabelecidas para o preenchimento dessas informações". A régua da rejeição saiu por ora, a obrigação não. Em cada item, o grupo do IBS e da CBS leva o CST, que diz o tipo de tributação, e o cClassTrib, que aponta a hipótese legal; os dois códigos estão na tabela cClassTrib com o CST do IBS e da CBS, com a versão oficial e a data em que foi conferida. Confirme com o fornecedor de sistema a regra vigente para cada documento que você emite, porque elas mudam em datas diferentes.
- A NFS-e de padrão nacional para o Simples. A Resolução CGSN 191/2026 tornou a emissão obrigatória para microempresas e empresas de pequeno porte a partir de 1º de novembro de 2026, com as regras de IBS e CBS incidindo a partir de janeiro de 2027. Para muito prestador de serviço pequeno, essa é a primeira mudança concreta de sistema.
- A janela de decisão do Simples Nacional. A Resolução CGSN 186/2026 moveu a opção pelo Simples para o período de 1º a 30 de setembro de 2026, com efeitos em 2027. No mesmo prazo a empresa escolhe se recolhe IBS e CBS dentro da guia única ou "por fora", pelo regime regular. Volto a isso numa seção própria, porque é a decisão mais cara deste guia.
- Os créditos de PIS e Cofins acumulados. O artigo 378 da LC 214 e o artigo 602 do Decreto 12.955/2026 preservam o saldo credor, inclusive o ainda não apropriado, desde que registrado na escrituração e cumpridos os requisitos da legislação. O caminho operacional é o que a Receita esclareceu em 3 de junho de 2026: o sistema recupera automaticamente os saldos informados na EFD-Contribuições de dezembro de 2026, e a utilização passa por pedido eletrônico ou declaração de compensação. O direito não evapora no dia 31, mas o que ficar fora daquela competência sai do caminho automático e passa a depender de retificação e prova. É o primeiro lugar onde uma PME no Lucro Real deixa dinheiro na mesa antes de a reforma começar.
- Os cadastros. Pessoas físicas contribuintes de IBS e CBS (locadores com vários imóveis, por exemplo) passam a precisar de CNPJ desde julho de 2026. Já o nanoempreendedor, pessoa física com receita até R$ 40.500 por ano, ficou fora dos dois tributos e foi dispensado de CNPJ e nota fiscal em 28 de agosto de 2026.
O que muda em 1º de janeiro de 2027
É o primeiro ano com dinheiro de verdade em jogo, e ele concentra as mudanças que atingem qualquer empresa, em qualquer regime. Vale a ressalva de sempre: a reforma foi desenhada para manter a arrecadação total, não a conta de cada empresa. Prestadores de serviço com poucos insumos e folha alta tendem a ver a carga subir; indústria e comércio com cadeia de crédito longa tendem a ver cair. Só a simulação com os seus números diz de que lado você está.
- PIS e Cofins deixam de existir e a CBS entra com alíquota cheia, reduzida em 0,1 ponto enquanto o IBS ficar na alíquota de teste. O governo projeta R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS em 2027, mas não informou a alíquota no Orçamento: a Receita envia a proposta ao TCU, que homologa até 30 de outubro, e o Senado fixa até 15 de dezembro.
- O IBS fica em 0,1% (0,05% estadual e 0,05% municipal) em 2027 e 2028. ICMS e ISS continuam inteiros. Ou seja, em 2027 a empresa opera com o sistema novo (CBS) e o antigo (ICMS/ISS) ao mesmo tempo, com obrigações dos dois lados.
- O IPI vai a zero para quase tudo, exceto produtos que concorrem com a Zona Franca de Manaus, e o Imposto Seletivo começa a ser cobrado.
- A apuração assistida passa a ter efeito financeiro. O rito já está em vigor e a plataforma da CBS roda em ambiente beta com documentos reais desde janeiro de 2026, sem cobrança; o que muda em 2027 é que o saldo confirmado vira imposto a recolher. O Decreto 12.955/2026 (CBS) e a Resolução CGIBS 6/2026 (IBS) detalham o rito: a Receita apresenta a apuração, você confirma ou ajusta até o último dia útil do mês seguinte, e o silêncio constitui o crédito tributário. Detalho na seção de conciliação.
- O crédito passa a depender do fornecedor. Pela regra geral do artigo 47, o comprador só apropria o crédito quando o débito da operação for extinto (por pagamento do fornecedor, compensação, split payment ou recolhimento pelo adquirente). Enquanto o split payment e o recolhimento pelo adquirente não estiverem implementados, o artigo 48 dispensa essa exigência e condiciona o crédito ao destaque correto na nota. É uma transição, não um alívio permanente.
- O split payment não começa em janeiro, e a data de obrigatoriedade está em aberto. A Receita Federal informou em 30 de agosto de 2026 que a plataforma fica pronta no início de 2027, com adoção opcional e "meio de pagamento a meio de pagamento", e falou em obrigatoriedade entre empresas em 2028. Duas semanas depois recuou: em 14 de setembro, à Folhapress, disse que durante 2027 o split será aplicável só a operações entre empresas, "com implementação gradual e facultativa", a partir do segundo semestre, e que não é possível dizer se a obrigatoriedade começa em 2028. Nada disso está em norma: a LC 214 prevê implantação por etapas definidas em ato conjunto da Receita com o Comitê Gestor, e esse ato ainda não fixou datas. O que saiu desde então foi a fase de testes da plataforma com os prestadores de pagamento, iniciada em 15 de outubro de 2026, sem transação definitiva. Trate qualquer data de split como estimativa e confira antes de refazer o fluxo de caixa.
Há um detalhe de 2027 que vai passar despercebido em muita empresa: como o crédito na transição depende do destaque correto na nota do fornecedor, uma nota de entrada com IBS e CBS errados ou zerados vira crédito perdido. O problema não está mais só na sua nota de saída. Está na nota que chega.
O que vem pela frente: 2028 a 2033
O restante do cronograma é mais previsível, e vale ter na parede:
| Ano | O que acontece |
|---|---|
| 2028 | IBS segue em 0,1%. A obrigatoriedade do split payment entre empresas chegou a ser anunciada para este ano em agosto, mas em setembro a Receita deixou de confirmar a data. |
| 2029 | ICMS e ISS reduzidos a 90% das alíquotas vigentes em 2028; o IBS sobe para compensar. |
| 2030 | ICMS e ISS a 80%. |
| 2031 | ICMS e ISS a 70%. |
| 2032 | ICMS e ISS a 60%. |
| 2033 | ICMS e ISS extintos. O sistema passa a operar só com CBS, IBS e Imposto Seletivo. |
Quanto sobra de ICMS e ISS em cada ano da transição
Entre 2029 e 2032 a empresa convive com quatro tributos sobre o consumo apurados de formas diferentes, e a alíquota do IBS é recalibrada ano a ano. Para a PME, o ponto prático é que sistemas, cadastros de produto e regras de precificação vão mudar todos os anos por seis anos. Uma adequação feita como projeto único, em 2026, não resolve. O que resolve é rotina.
Split payment em resumo: o que muda para a PME
O split payment é a retenção do IBS e da CBS pelo banco ou pela instituição de pagamento no momento da liquidação, antes de o dinheiro chegar ao fornecedor (artigos 31 a 36 da LC 214). Ele não muda quanto a sua empresa paga, muda quando o dinheiro sai: acaba a folga entre receber do cliente e recolher o imposto no vencimento, sobre a parte retida. O imposto continua devido pelo fato gerador, e venda não paga ou liquidada por fora do sistema segue vencendo na data de sempre.
Em 4 de novembro de 2026, a plataforma pública está em testes com os prestadores de pagamento desde 15 de outubro, conforme comunicado da Receita de 30 de setembro, sem transação definitiva, e nenhum ato fixou a data de obrigatoriedade. A primeira fase prevista no manual oficial é só entre empresas, por boleto, Pix e transferência, e opcional para quem inicia o pagamento. O cronograma com fonte, as três modalidades da lei e a conta aberta do efeito no caixa de uma distribuidora estão no post sobre split payment: o que é e quando começa a valer.
Para este guia, o que importa é a consequência na conciliação: com o split operando, a retenção aparece no extrato e precisa bater com a apuração do Fisco, o que transforma dois livros em três (veja a seção de conciliação abaixo).
O crédito agora depende do seu fornecedor
No PIS/Cofins e no ICMS, o crédito se apropria pela nota. Na CBS e no IBS, pela regra do artigo 47, ele se apropria quando o débito daquela operação é extinto. Não é o pagamento ao fornecedor que conta, é a extinção do tributo, por pagamento do fornecedor, compensação, split payment ou RAD.
Durante a transição, o artigo 48 dispensa esse requisito e exige apenas o destaque correto na nota, mas diz que a dispensa vale "exclusivamente" enquanto nenhuma das modalidades de extinção vinculada estiver implementada. Quando isso acontece é a dúvida mais cara de 2027. A leitura finalística, defendida no parecer do Piraci Oliveira citado abaixo, é que a dispensa só cessa quando a modalidade estiver disponível para a sua operação concreta. A leitura literal do artigo permite sustentar que basta o RAD existir, e a Receita anunciou em 14 de setembro de 2026 a API para emitir o DARF do RAD para o fim de novembro, em ambiente restrito e beta. Não há posição oficial. Até haver, planeje para os dois cenários: o crédito de 2027 condicionado ao destaque na nota, ou condicionado à extinção do débito pelo fornecedor. Três consequências práticas valem nos dois:
- O cadastro de fornecedores vira um ativo fiscal. Fornecedor que destaca errado, atrasa o recolhimento ou opera com nota inidônea derruba o seu crédito. O parecer de 6 de setembro de 2026 do escritório Piraci Oliveira recomenda mapear o regime de apuração de cada fornecedor do Simples e tratar isso como critério de seleção. Eu iria além: vale para todos os fornecedores, não só os do Simples.
- Comprar de empresa do Simples ficou diferente. Pelo artigo 47, parágrafo 9º, inciso II, quando o fornecedor optante não exerce a opção pelo regime regular, o comprador se credita "em montante equivalente ao devido por meio desse regime", isto é, limitado ao que coube de IBS e CBS dentro da guia única. É bem menos que a alíquota cheia. Um cliente no Lucro Real recalcula o custo efetivo de comprar de você; você recalcula o preço que consegue praticar.
- O RAD é a sua ferramenta de blindagem. Se um fornecedor importante inspira dúvida, o comprador pode recolher o imposto da operação diretamente e garantir o crédito no ato, independentemente do que o fornecedor fizer depois.
Na reforma, o imposto pago a mais não vai chegar como uma multa. Vai chegar como um crédito que ninguém foi buscar.
Apuração assistida e conciliação: onde o dinheiro escapa
O artigo 46 da LC 214 autoriza o Comitê Gestor e a Receita a apresentar ao contribuinte a apuração assistida do saldo de IBS e CBS do período, calculada a partir dos documentos fiscais eletrônicos, das informações de extinção de débitos e de outros dados prestados pelo contribuinte. Uma vez apresentada, a apuração própria só pode ser feita como ajuste sobre ela. Confirmar ou ajustar implica confissão de dívida. Não se manifestar no prazo faz o saldo ser presumido correto e o crédito tributário, constituído.
O calendário mensal da apuração assistida
A apuração é apresentada até o dia 15 do mês seguinte, ou até o dia 20 para quem entrega a DeRE. O prazo para confirmar ou ajustar vai até o último dia útil desse mesmo mês. Sem manifestação, o saldo é presumido correto e vira dívida confessada, sem prejuízo de lançamento de ofício depois.
Os prazos vêm do Decreto 12.955/2026 e da Resolução CGIBS 6/2026: a apuração é disponibilizada até o dia 15 do mês seguinte, ou até o dia 20 para os obrigados à DeRE (declaração dos regimes específicos), e o contribuinte tem até o último dia útil desse mês para ajustar. Na prática, entre 10 e 12 dias úteis, menos para quem recebe no dia 20, para conferir tudo o que a sua empresa comprou e vendeu no mês anterior, documento a documento, e discordar com fundamento. Confirme o calendário aplicável ao seu domicílio e ao seu porte, porque o rito ainda está sendo detalhado em atos específicos.
O que muda na rotina fiscal
O peso do trabalho contábil se desloca do cálculo para a conferência. A empresa continua responsável por apurar, mas passa a fazer isso por ajuste sobre uma conta que já chegou pronta. Parece um alívio e é o contrário: discordar exige ter a própria versão dos fatos, item a item, pronta antes de a proposta chegar.
E nem toda ausência de crédito é erro, o que torna a conferência mais fina do que parece. São três casos. O crédito omitido por falha, como nota de entrada com destaque errado ou devolução não registrada, é imposto pago acima do devido e pede ajuste no prazo. O crédito que aguarda condição legal, quando a exigência do artigo 47 já se aplica e o fornecedor ainda não extinguiu o débito, não é cobrança indevida: ele só não venceu a condição, e reivindicá-lo agora seria erro seu. E o crédito vedado, como o de uso e consumo pessoal, não deveria estar na conta. Confirmar sem saber em qual dos três cada divergência cai é assinar no escuro.
Os ajustes são operacionalizados por notas de débito e crédito e por informações complementares, o que significa que corrigir a apuração exige documento, não argumento. É aqui que muitas empresas travam: a divergência é encontrada no dia 28, o fornecedor precisa emitir a nota de ajuste, e o mês fecha antes.
Os três livros que precisam bater
Com o split payment em operação, o que para a maioria das empresas deve ficar para o segundo semestre de 2027 ou depois, cada venda gera três registros que precisam ser conciliados. Antes disso são dois livros, o ERP e a apuração, e o extrato entra só para conferir os DARFs pagos:
- O seu ERP: nota emitida, valor bruto, IBS e CBS destacados, condição de pagamento.
- A apuração do Fisco: o débito daquela nota, a parcela extinta na liquidação, o crédito reconhecido ao seu cliente.
- O extrato bancário: o valor líquido que entrou, a retenção feita pela instituição de pagamento e, no simplificado, a devolução do excesso dias depois.
Do lado das compras, a mesma tríade se repete com o sinal invertido, e é nela que o crédito nasce ou morre. Uma PME com 800 notas de entrada e 1.500 de saída por mês tem, no mínimo, 2.300 pontos de conciliação mensais em três fontes diferentes, dentro de uma janela de 10 a 12 dias úteis. Planilha até aguenta o primeiro mês. O que ela não aguenta é o décimo segundo, com rotatividade de quem opera e nenhum rastro de por que cada divergência foi aceita.
Vale separar o que cada ferramenta faz aqui, porque é comum vender IA para o trabalho errado. O cruzamento em si (chave de acesso, item, valor, data, retenção no extrato) é problema de integração e regra determinística: ou os campos batem, ou não batem. Resolve-se com acesso aos XMLs, ao retorno da apuração e ao extrato, mais um motor de regras. O retorno da apuração da CBS tem API pública documentada pela Receita, com credencial que a empresa ou o seu procurador digital gera no portal, consultas assíncronas de débitos, créditos e pagamentos e limite de quatro chamadas por dia, o que pede carga diária e não consulta na véspera do prazo; os formatos que devolvem só o que mudou desde a última consulta foram anunciados para outubro e novembro de 2026. É engenharia de dados, não modelo de linguagem, e dá conta do grosso do volume.
A IA entra na sobra, que é a parte cara: explicar por que a divergência aconteceu, ler o que veio em campo livre, classificar o item quando o cadastro é ambíguo, sugerir a correção e redigir a justificativa do ajuste, com revisão fiscal antes de qualquer confirmação. É o critério que eu já descrevi em quando a IA em análise de documentos funciona e quando não funciona: rende com volume, regra clara e uma pessoa decidindo nas exceções. Confirmar apuração é confissão de dívida, então a decisão final não se delega.
É esse recorte que a Waxi atende na frente de backoffice financeiro e fiscal: conferência de notas de entrada e crédito de IBS e CBS, com teste grátis em até 50 notas, e apuração assistida a partir de 2027. O que conferir em cada nota de entrada, campo a campo, está na página de conferência de notas fiscais com IA.
As sete formas de pagar imposto a mais
Compilando o que a lei e os regulamentos permitem que dê errado, estes são os vazamentos mais prováveis para uma PME em 2027:
- Crédito de PIS/Cofins fora da escrituração de dezembro de 2026, que sai do aproveitamento automático e passa a depender de retificação e prova.
- Nota de entrada com IBS e CBS zerados ou errados, que na transição não gera crédito (artigo 48, parágrafo único).
- Crédito classificado como uso e consumo pessoal por cadastro de produto mal feito, quando na verdade é insumo da operação.
- Apuração assistida confirmada por silêncio, com créditos faltando, porque ninguém conferiu no prazo.
- Excesso retido no split simplificado que voltou ao banco e ninguém conciliou com a apuração, deixando o valor registrado como despesa.
- Compra de fornecedor do Simples na modalidade tradicional, com crédito limitado ao recolhido na guia, quando um concorrente no regime regular ou híbrido daria crédito cheio pelo mesmo preço.
- Ressarcimento não pedido: saldo credor que fica acumulando por hábito de "compensar depois", quando o artigo 39 dá prazo de apreciação e correção pela Selic em caso de atraso.
O traço comum é que esses erros custam dinheiro sem disparar alarme. Não chegam como auto de infração, chegam como um crédito que ninguém tomou e um saldo que ninguém pediu de volta, e não aparecem em relatório nenhum a menos que alguém construa o relatório.
Simples Nacional: a decisão que vence em 30 de setembro
A escolha não está sendo ignorada: até 18 de setembro a Receita registrava 165.034 pedidos de opção pelo regime regular de IBS e CBS, segundo balanço divulgado em 22 de setembro de 2026. São empresas do Simples que, em 2027, vão receber a apuração assistida como qualquer contribuinte do regime regular.
Para a empresa do Simples, a reforma cria uma escolha semestral: continuar recolhendo IBS e CBS dentro da guia única (modelo tradicional) ou apurar os dois tributos "por fora", pelo regime regular, mantendo o restante no Simples (o que o mercado passou a chamar de Simples híbrido). A base é o parágrafo 3º do artigo 41 da LC 214.
O calendário, pelas resoluções do CGSN publicadas em agosto de 2026, funciona assim:
- A opção para o primeiro semestre de 2027 vai de 1º a 30 de setembro de 2026, e pode ser cancelada até 30 de novembro. O Comitê Gestor já avisou que pode esticar esse prazo de cancelamento em função da data em que a alíquota de referência da CBS for publicada.
- A opção para o segundo semestre é feita em março, com cancelamento até 31 de maio. Depois disso, as janelas se repetem em março e setembro, sempre valendo para o semestre seguinte.
- Quem não faz nada permanece com IBS e CBS dentro do DAS. E quem opta pelo regime regular segue nele nos períodos seguintes, salvo renúncia expressa. Optar por recolher os dois tributos por fora não exclui a empresa do Simples para os demais tributos.
A lógica da decisão começa por quem é o seu cliente:
- Vende para consumidor final ou para empresas do Simples que ficaram na guia única. O modelo tradicional tende a ser melhor. Esse cliente não aproveita crédito, e a alíquota efetiva da guia costuma ser bem menor que a cheia. Cuidado com a exceção: a empresa do Simples que optou pelo regime regular se credita como qualquer outra.
- Vende para empresas do regime regular (Lucro Real e Presumido). O cliente passa a comparar fornecedores pelo preço líquido do crédito que consegue tomar. No tradicional, esse crédito é limitado ao que coube de IBS e CBS na sua guia. No híbrido, você destaca e recolhe pelas regras gerais, e ele se credita do valor destacado.
Só que a conta não para aí, e é onde a maioria das análises erra. Repassar mais imposto e gerar mais crédito não torna a compra automaticamente mais barata para o cliente: é preciso comparar preço final menos crédito aproveitável, e depois olhar o efeito sobre a sua própria margem, os seus custos e os tributos que continuam no DAS. A própria Receita recomenda simular os dois cenários antes do fim do prazo, e lembra que empresas do mesmo setor chegam a conclusões diferentes conforme faturamento, margem, localização, cadeia de fornecedores e perfil de clientes.
Um detalhe de cronograma que muda a ordem de grandeza da decisão em 2027: nesse ano o IBS ainda está na alíquota de transição de 0,1%, e só a CBS entra cheia. Quem opta pelo híbrido em janeiro de 2027 passa a destacar algo em torno de 9% de CBS mais 0,1% de IBS, não os 28% do modelo final. A diferença entre híbrido e tradicional em 2027 é bem menor do que será em 2033, e cresce a cada ano da transição. Decidir agora com a alíquota de 2033 na planilha superestima o efeito.
Dois cuidados antes de decidir: o parágrafo 5º do artigo 41 proíbe sair do regime regular se a empresa tiver recebido ressarcimento de créditos no ano corrente ou anterior; e a escolha exige que o emissor de notas e a rotina de apuração estejam prontos para o regime regular a partir de janeiro, com a apuração assistida e tudo. Híbrido sem sistema pronto é a pior das combinações.
Regimes diferenciados: confira o seu enquadramento
A alíquota-padrão convive com degraus. Há alíquota zero para a cesta básica nacional (Anexo I) e para hortícolas, frutas e ovos (Anexo XV); redução de 60% para serviços de saúde, educação, dispositivos médicos, medicamentos, produções artísticas e culturais, alimentos de consumo humano e insumos agropecuários, entre outros; e redução de 30% para as profissões do artigo 127.
Essa lista de 30% é taxativa e menos óbvia do que parece. O artigo 127 nomeia dezoito categorias: administradores, advogados, arquitetos e urbanistas, assistentes sociais, bibliotecários, biólogos, contabilistas, economistas, economistas domésticos, profissionais de educação física, engenheiros e agrônomos, estatísticos, médicos veterinários e zootecnistas, museólogos, químicos, profissionais de relações públicas, técnicos industriais e técnicos agrícolas. Medicina humana, odontologia, psicologia, enfermagem e as demais profissões da saúde não estão aí: elas entram pelo degrau de 60% como serviços de saúde, com regras próprias. Quem for veterinário tem 30%; quem for médico não tem esse, tem outro.
Há ainda um requisito que passa batido quando a prestadora é pessoa jurídica. Pelo parágrafo 1º, inciso II, a sociedade precisa cumprir cinco condições ao mesmo tempo: sócios habilitados e fiscalizados por conselho, nenhuma pessoa jurídica como sócia, não ser sócia de outra empresa, não exercer atividade diversa das habilitações dos sócios e prestar os serviços-fim diretamente pelos sócios. Aquele escritório de engenharia que resolveu vender também uma licença de software pode, com isso, descaracterizar a redução do conjunto. É decisão para o contador e o advogado com o contrato social na mão, não para o cadastro de produtos resolver.
Para a PME, o ponto não é decorar a lista. É que o enquadramento se define por operação e por requisitos formais, e o cadastro de produtos e serviços, com o código de classificação tributária correto em cada item, é o que decide o destaque na nota, o crédito do cliente e o número que aparece na apuração assistida. Cadastro errado para cima é imposto pago acima do devido todo mês. Cadastro errado para baixo é autuação com juros.
Uma nota contraintuitiva sobre vender para quem tem alíquota reduzida: o parágrafo 10 do artigo 47 diz que realizar operações com alíquota reduzida não obriga a estornar os créditos das aquisições. Uma clínica ou escola sujeita ao regime regular, atendidos os requisitos de creditamento, se credita normalmente do serviço que comprou à alíquota cheia. O efeito nela não é perder crédito, é tender a acumular saldo credor, porque a saída é reduzida e a entrada não. Isso muda a conversa comercial: com esse cliente o assunto é prazo de ressarcimento, não perda de crédito.
Plano de 90 dias: de setembro a dezembro de 2026
A adequação que uma PME consegue fazer sozinha, com o contador e o fornecedor de sistema, cabe em treze semanas. O que não pode é ficar para 2027.
Semanas 1 e 2 (até 30 de setembro)
- Se está no Simples, simular os dois cenários com o contador, tradicional e híbrido, com a alíquota que vale em 2027 e a composição real da carteira de clientes. Registrar a opção até o dia 30, lembrando que dá para cancelar até 30 de novembro.
- Verificar se os documentos fiscais estão saindo com os campos de IBS e CBS preenchidos, mesmo com a rejeição automática suspensa. Os códigos que esses campos usam estão reunidos nas tabelas da reforma tributária para nota fiscal. Levantar com o emissor o calendário de validação de cada documento que a empresa usa, e a data da NFS-e nacional se a empresa é do Simples.
- Conferir se o ERP ou o sistema de gestão tem versão homologada para o regulamento de 30 de abril. Na pesquisa da Roit publicada em 21 de agosto, com 70 gestores de médias e grandes empresas, só 1% considera a área de TI pronta. Se o seu fornecedor de sistema não sabe responder, esse é o alerta.
Semanas 3 a 6 (outubro)
- Cadastro de produtos e serviços: revisar o código de classificação tributária de cada item ativo, com o enquadramento (padrão, 60%, 30%, zero, Imposto Seletivo). Comece pelos 20% dos itens que respondem por 80% do faturamento.
- Cadastro de fornecedores: identificar regime de cada um (regular, Simples tradicional, Simples híbrido, MEI, nanoempreendedor) e marcar os que hoje entregam nota com destaque errado. Esse dado alimenta a decisão de compra em 2027.
- Simular a CBS de 2027 com a alíquota estimada sobre os últimos doze meses reais: débitos por venda, créditos por compra, saldo, e a comparação com o PIS/Cofins pago. A pesquisa da Roit citada acima mostra 24% das empresas sem nenhuma simulação e 37% sem avaliação do split payment. É dinheiro de verdade, com um mês de prazo.
Semanas 7 a 10 (novembro)
- Fluxo de caixa: refazer a projeção de 2027 e 2028 em dois cenários, com a folga de prazo atual e com o split payment operando sobre os seus meios de pagamento. Calcular quanto de capital de giro é imposto ainda não recolhido e quanto vai precisar ser financiado de outra forma.
- Contratos e preços: revisar cláusulas de reajuste e de "imposto incluso"; a alíquota cheia por fora muda o preço nominal para clientes do regime regular, e a conversa com eles precisa acontecer antes da primeira nota de 2027.
- Créditos de PIS/Cofins: fazer a auditoria do saldo credor e garantir que tudo esteja escriturado na EFD-Contribuições até a competência de dezembro.
Semanas 11 a 13 (dezembro)
- Montar a rotina de conciliação mensal: quem recebe a apuração assistida quando ela sair, quem compara com o ERP, quem aciona o fornecedor para nota de ajuste, quem confirma até o último dia útil. Com nomes, não com áreas.
- Definir o instrumento dessa conciliação. Para volume baixo, um relatório do ERP comparado à apuração pode bastar. Para centenas de notas, é um trabalho de dados: extrair os XMLs de entrada e saída, cruzar com a apuração e com o extrato, classificar exceções. Se a sua empresa ainda não tem essa base organizada, o caminho que já descrevi em como organizar os dados da empresa antes de automatizar qualquer coisa vale aqui sem adaptação.
- Rodar um mês de ensaio em dezembro, com a apuração de teste de 2026, para descobrir em qual etapa a rotina quebra antes de ela valer dinheiro.
Como medir se a sua empresa está pagando o imposto certo
Sem indicador, a conciliação vira um ritual de confirmar o que o Fisco manda. Quatro números bastam para saber se o jogo está sendo bem jogado, e todos podem ser extraídos do próprio ERP a partir de janeiro:
- Crédito apropriado sobre crédito elegível. O denominador não é tudo o que veio destacado nas notas de entrada: é o que a sua empresa tem direito de tomar e cujos requisitos de apropriação já estão cumpridos no período, excluídos os itens vedados (uso e consumo pessoal, entre outros) e respeitado o limite das compras de optantes do Simples. Compare com o que a apuração reconheceu: a diferença é a sua fila de investigação do mês, e ela deveria tender a zero. O crédito que aguarda condição legal não entra aqui, vai para uma fila própria, com a data em que a condição deve se cumprir.
- Divergências na apuração assistida por mês, separadas em três colunas: ajustadas dentro do prazo, ajustadas fora do prazo (e portanto perdidas naquele mês) e confirmadas sem conferência. A terceira coluna precisa ser zero.
- Dias de caixa imobilizados em imposto, comparando o dia em que o imposto sai da conta com o dia em que sairia no modelo antigo. É o custo financeiro do split payment, e ele precisa entrar na conta de preço.
- Idade do saldo credor. Crédito parado é empréstimo sem juros ao governo. Acompanhe há quanto tempo cada parcela do saldo está lá e se ela se enquadra no padrão do artigo 40, que define quais pedidos entram nos prazos de apreciação mais curtos.
Se a sua empresa já mede o retorno de qualquer iniciativa de automação, esses quatro indicadores se encaixam no mesmo painel. O método é o que já descrevi em como medir quanto tempo um projeto de IA leva para se pagar: instrumentar antes de começar, com o número de dezembro de 2026 como linha de base.
FAQ: reforma tributária na pequena e média empresa
O split payment já vale em janeiro de 2027?
Não. Em 30 de agosto de 2026 a Receita disse à imprensa que a plataforma fica pronta no início de 2027, com adoção opcional. Em 14 de setembro, em resposta à Folhapress, disse que durante 2027 o split será facultativo, só entre empresas e a partir do segundo semestre, e que não é possível dizer se a obrigatoriedade começa em 2028. Nenhuma dessas datas está em norma; o que há de oficial é a fase de testes com os prestadores de pagamento, desde 15 de outubro de 2026. O calendário atualizado está no post sobre quando o split payment começa. Em 2027, quem quiser garantir o crédito no ato pode usar o recolhimento pelo adquirente, o RAD, que é opcional.
Empresa do Simples precisa se preocupar com apuração assistida e split payment?
Depende da opção. No modelo tradicional, IBS e CBS seguem na guia única e não há o rito de confirmar ou ajustar do artigo 46. A conferência não some: a Resolução CGSN 190/2026 criou o PGDAS-D assistido, a declaração do Simples pré-preenchida a partir dos documentos fiscais, em homologação desde agosto e com produção prevista para 1º de janeiro de 2027, e conferir o que veio preenchido passa a ser rotina também de quem ficou no DAS. O efeito financeiro principal segue sendo o crédito limitado que os clientes do regime regular recebem, pelo artigo 47, parágrafo 9º. No modelo híbrido, a empresa passa ao regime regular para esses dois tributos, com apuração assistida, destaque pelas regras gerais e, quando estiver operando, split payment. A opção para o primeiro semestre de 2027 encerra em 30 de setembro de 2026 e pode ser cancelada até 30 de novembro.
O que acontece se eu não responder a apuração assistida no prazo?
Pelo parágrafo 4º do artigo 46 da LC 214, o saldo apurado pelo Fisco é presumido correto e o crédito tributário fica constituído, sem prejuízo de lançamento de ofício posterior por diferenças. Créditos que estavam faltando naquela apuração viram imposto pago acima do devido naquele mês, e a correção depois exige documento de ajuste.
Meu fornecedor atrasou o imposto. Eu perco o crédito?
Na transição, enquanto o split payment e o RAD não estiverem implementados para a operação, o artigo 48 condiciona o crédito apenas ao destaque correto na nota, então o atraso do fornecedor não derruba o seu crédito. Quando a regra geral do artigo 47 voltar a valer, o crédito depende da extinção do débito, e a forma de se proteger é o split payment (a extinção acontece na liquidação) ou o RAD (você recolhe e garante o crédito na hora).
A alíquota vai ser mesmo 27,91%?
Não há alíquota fixada em setembro de 2026. O número de 27,91% (18,70% de IBS e 9,21% de CBS) é a premissa usada pela Resolução CGIBS 14/2026 para calcular o financiamento do Comitê Gestor, não uma alíquota instituída. A alíquota de referência da CBS de 2027 depende de homologação do TCU até 30 de outubro e de resolução do Senado até 15 de dezembro de 2026. Qualquer simulação feita agora precisa registrar a data e a alíquota usada.
O que fazer com tudo isso
Quanto a sua empresa vai pagar depende de coisas que só a simulação com os seus números responde. O que já dá para afirmar é a mudança de mecânica: o cálculo passa a ser apresentado pelo Fisco, o recolhimento migra para a instituição de pagamento e sobra para a empresa uma responsabilidade nova, que é conferir todo mês, numa janela curta, se a conta bate. Quem tiver a própria versão dos fatos, nota a nota, paga o que deve e recupera o crédito a que tem direito. Quem não tiver vai confirmar o que receber e chamar isso de conformidade.
O que separa os dois grupos não é conhecimento tributário. É dado organizado e rotina. A boa notícia é que dá para começar pequeno: um cadastro de produtos revisado, um cadastro de fornecedores com o regime de cada um, um mês de conciliação de ensaio em dezembro. A partir daí, o que se automatiza é o que se repete.
Quer montar a rotina de conciliação e o painel de indicadores antes da primeira apuração assistida de 2027? Vamos conversar. Na Waxi a gente percorre o ciclo completo, do diagnóstico da base de dados fiscal à implementação da conciliação e à capacitação do time que vai operar o fechamento todo mês, com a conta aberta em cada etapa.
Conferência de notas fiscais com IA
Confira a nota antes de lançar.
O checklist da nota de entrada campo a campo, o que o ERP já faz e onde a IA ajuda, com o crédito de IBS e CBS de 2027 na conta.


